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Serviço Família Acolhedora agora tem sede exclusiva

Novo espaço vai receber inscrições, capacitar famílias acolhedoras e acompanhar crianças e adolescentes afastados temporariamente do convívio familiar por determinação judicial A Prefeitura de Unaí, via Secretaria de Desenvolvimento Social, inaugurou, na manhã dessa quinta-feira (25/6), a sede do Serviço Família Acolhedora, na rua Patos de Minas, 221, bairro Jardim. O espaço representa um avanço na […]

Novo espaço vai receber inscrições, capacitar famílias acolhedoras e acompanhar crianças e adolescentes afastados temporariamente do convívio familiar por determinação judicial


A Prefeitura de Unaí, via Secretaria de Desenvolvimento Social, inaugurou, na manhã dessa quinta-feira (25/6), a sede do Serviço Família Acolhedora, na rua Patos de Minas, 221, bairro Jardim. O espaço representa um avanço na política de proteção à infância e à adolescência no município, oferecendo estrutura adequada para acolher, orientar e acompanhar famílias interessadas em participar do programa.

O Serviço Família Acolhedora é coordenado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania (Semdesc) e tem como objetivo proporcionar um ambiente familiar temporário para crianças e adolescentes que tiveram seus direitos violados e precisaram ser afastados de suas famílias de origem por decisão judicial.

Antes da implantação do serviço, o acolhimento institucional em Casas Lares era a principal alternativa para essas situações. Com a criação do programa, Unaí passa a priorizar o acolhimento familiar, reconhecido por especialistas como medida mais humanizada e favorável ao desenvolvimento emocional e social das crianças.

Durante a solenidade de inauguração, que contou com a presença do prefeito Thiago Martins, representantes da Secretaria de Desenvolvimento Social, Ministério Público e integrantes da rede de proteção à infância, foi destacada a importância das famílias acolhedoras como protagonistas do sistema de proteção.

Segundo o promotor de Justiça da Infância e Juventude Luiz Pablo Almeida de Souza, o acolhimento familiar oferece às crianças um ambiente mais afetivo e acolhedor durante o período em que permanecem afastadas da família de origem.

“É uma forma de garantir o direito à convivência familiar e comunitária, oferecendo carinho, afeto e um ambiente mais próximo da realidade de uma família, até que a situação da criança seja resolvida”.

O promotor também enfatizou que o acolhimento familiar não se confunde com adoção. Ele explicou que, enquanto a adoção estabelece vínculo definitivo (da criança com os adotantes), o Família Acolhedora oferece proteção temporária, até que a criança ou adolescente possa retornar à família de origem ou seja encaminhada para adoção, quando necessário.

Como funciona o programa

As famílias acolhedoras recebem uma bolsa-auxílio equivalente a um salário mínimo para ajudar nas despesas relacionadas ao cuidado da criança ou adolescente, como alimentação, vestuário e lazer. Nos casos de grupos de irmãos, o acolhimento deve ocorrer sem separação dos vínculos familiares, havendo acréscimo de 20% no auxílio para cada criança adicional, limitado ao valor total de dois salários mínimos por família.

A equipe técnica responsável pelo serviço é composta pela coordenadora Iolanda Marra, pela psicóloga Amanda Fonseca e pela assistente social Cleópatra Pereira. Cabe a elas executarem o processo de seleção, capacitação, acompanhamento e orientação das famílias acolhedoras.

Paralelamente, a família de origem também recebe acompanhamento dos serviços socioassistenciais do município, por meio dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), com o objetivo de possibilitar o retorno seguro da criança ao convívio familiar.

Quem pode participar

Para se tornar uma Família Acolhedora, é necessário:
• Ter mais de 24 anos de idade;
• Residir em Unaí há pelo menos dois anos;
• Possuir concordância de todos os integrantes da família para o acolhimento;
• Comprovar boas condições de saúde física e mental;
• Não possuir antecedentes criminais;
• Não apresentar dependência química;
• Ter disponibilidade de tempo para cuidar da criança ou adolescente;
• Participar dos processos de capacitação e acompanhamento promovidos pela equipe técnica.

Inscrições abertas

As pessoas interessadas em participar do Serviço Família Acolhedora podem procurar a nova sede do programa, na rua Patos de Minas, 221, bairro Jardim. No local, a equipe técnica está disponível para prestar orientações, esclarecer dúvidas e realizar o processo de inscrição.

Fonte: ASCOM-PMU

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