Aline Alves de Souza, mãe de Benício de 4 anos de idade, relata indignação com a ausência de apoio para o filho autista nível 3, exigindo que o direito à educação seja garantido desde o primeiro dia
Por Nikolas Pimentel – JP Agora
O primeiro dia de aula, um marco de expectativa para muitas famílias, transformou-se em indignação para Aline Alves de Souza, de 29 anos, em João Pinheiro. Seu filho, Benício Messias de Andrade, de apenas 4 anos, autista nível de suporte 3, foi impedido de iniciar a adaptação escolar nesta quarta-feira (04) devido à ausência de monitores de apoio. Em um vídeo que repercutiu nas redes sociais, a mãe clamou por um direito fundamental, a inclusão desde o primeiro dia. A secretaria de Educação emitiu uma nota, veja abaixo!
Benício possui laudos que atestam a necessidade de acompanhamento constante. “O meu filho não sabe falar funcional, não come sozinho e precisa de alguém de apoio ao lado dele, pois tem ansiedade e episódios de fuga”, relatou Aline. Para crianças com autismo nível de suporte 3, a presença de um profissional de apoio é indispensável para garantir a segurança e o aprendizado. Aline expressou revolta com a falta de planejamento. “Como querem que a gente leve nossos filhos para a adaptação se não prepararam o ambiente?”.
A mãe relatou que, ao procurar a Secretaria de Educação ontem, foi informada de que o edital para contratação ainda não havia sido aberto. “É direito deles, desde o primeiro dia de aula, ter as professoras de apoio”, enfatizou Aline, que precisou passar o dia buscando respostas em vez de acompanhar o filho na escola.
Resposta da Secretaria de Educação
Em resposta ao caso e à demanda de outras famílias, a Secretaria Municipal de Educação emitiu uma nota de esclarecimento nesta quinta-feira (05). O órgão informou aos responsáveis pelos alunos público-alvo da Educação Especial (PAEE) que os editais para contratação de monitores serão divulgados a partir de hoje, 05 de fevereiro.
A Secretaria afirmou ainda que se coloca à disposição para eventuais esclarecimentos e agradeceu a compreensão dos pais. O JP Agora continuará acompanhando o processo de contratação para garantir que Benício e as demais crianças atípicas de João Pinheiro tenham seu direito à educação plenamente assegurado o mais rápido possível.

