Câmara analisa reconhecimento como patrimônio imaterial
Em uma noite marcada por emoção e devoção, a cidade de Paracatu celebrou, nesta Sexta-Feira Santa de abril de 2026, os 25 anos da tradicional encenação da Paixão de Cristo. Consolidado como um dos maiores espetáculos de fé do Noroeste Mineiro, o evento reuniu milhares de fiéis e turistas no centro histórico do município.
A iniciativa, idealizada há mais de duas décadas pelo bispo emérito Dom Leonardo de Miranda Pereira, tornou-se uma das principais manifestações culturais da cidade. Agora, a tradição avança para um novo marco: um projeto de lei apresentado na Câmara Municipal propõe o reconhecimento da encenação como patrimônio cultural imaterial de Paracatu.
A edição deste ano contou com a participação de mais de 100 voluntários, entre atores amadores e figurantes da própria comunidade, que deram vida aos momentos finais de Jesus Cristo. O cenário principal foi o entorno da Catedral Santo Antônio, com as ruas históricas servindo de palco para cenas emblemáticas, como a agonia no Monte das Oliveiras, o julgamento de Pôncio Pilatos e a Via Crucis, acompanhada por uma multidão. O espetáculo foi encerrado com as cenas da crucificação e ressurreição, marcadas por efeitos de luz e som que emocionaram o público.
Para a organização, o momento é de celebração e continuidade. “Celebrar 25 anos é reconhecer como essa manifestação fortalece a identidade do povo paracatuense e evangeliza por meio da memória dos últimos momentos de Jesus. É motivo de grande emoção”, afirmou Rita de Cássia Batista Neiva, uma das responsáveis pelo evento, que dá continuidade ao trabalho iniciado por sua mãe, Maria Tadeu.
O consultor legislativo e voluntário da organização, Watson Wilton Rocha, destacou o alcance da iniciativa. “A encenação da Paixão de Cristo reúne elementos artísticos, históricos e simbólicos que atravessam gerações. Vai além do aspecto religioso, consolidando-se como uma importante manifestação cultural com ampla participação da comunidade”, explicou.
A preservação da tradição reforça o papel de Paracatu como polo de turismo religioso e cultural em Minas Gerais, mantendo viva uma história que, há 25 anos, emociona e mobiliza gerações.



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Encenação parte 1
Encenação parte 2

