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Hospital Municipal quer aumentar quantidade de doadores de sangue

Quanto mais doadores, mais sangue em estoque

Quanto mais sangue doado, mais pessoas terão a vida salva. Ou seja, doar sangue vai alimentar a esperança de vida de muita gente. Esse o argumento que o setor responsável pela organização dos doadores no Hospital Municipal Dr. Joaquim Brochado (HMU) está utilizando para aumentar o cadastro de doadores de sangue. O HMU organiza o grupo unaiense que sai uma vez por mês em direção ao Hemocentro de Patos de Minas, onde é feita a coleta do sangue. A unidade de Patos é referência para toda a região.

Todos os meses, normalmente na segunda semana de cada mês, um ônibus com capacidade para 45 passageiros parte em direção ao Hemocentro de Patos de Minas. Vai levando entre 30 e 35 doadores, que saem de Unaí às 4 horas da madrugada. Retornam por volta das 13h30. A próxima viagem dos doadores já está marcada: 19 de outubro. Uma semana antes, a assistente social do HMU Ana Aracely Alves de Souza faz contato com um por um dos doadores cadastrados.

Para a viagem, a Prefeitura de Unaí fornece transporte e alimentação: lanche na ida, almoço em Patos de Minas e lanche na volta. O doador tem direito legal ao abono da falta no dia de trabalho. O hemocentro expede uma declaração justificando a ausência do doador. “Se tiver condição de encher o ônibus, melhor para nós. Quanto mais sangue conseguirmos, melhor, porque dependemos e precisamos de sangue, sempre”, afirma Aracely.

Levar doadores a Patos de Minas é um compromisso de Unaí para compensar as bolsas de sangue que chegam ao HMU sempre que solicitadas. Manter a lista fixa de doadores unaienses e, agora, trabalhar no sentido de ampliar esse número, porém, é medida que se impõe, segundo Aracely, porque mesmo no Hemocentro pode haver redução de estoques, principalmente em alguns períodos do ano.

O sangue doado servirá pacientes hematológicos (hemofílicos, com anemia falciforme…), com câncer ou outras doenças que necessitam de transfusões frequentes e também para pessoas queimadas, acidentadas ou que serão submetidas a cirurgias.

Doadores de todos os tipos de sangue são muito bem-vindos. Os de RH negativo são bastante requisitados, principalmente “O” negativo, porque só recebem doação do mesmo grupo sanguíneo.

O indivíduo pode ter sangue de um dos quatro grupos: A, B, AB e O. Os fatores RH podem ser positivos e negativos. Doadores de todos esses tipos são muito bem aceitos. “Quanto mais doadores tivermos cadastrados no Hospital Municipal, melhor”, reitera Aracely.

Quem pode doar

Doar sangue não emagrece, não engorda, não vicia e não faz mal. Todo o material utilizado nos hemocentros é descartável, não havendo nenhum risco de se contrair doenças. E todo sangue é examinado e testado, seguindo rigorosos sistemas de qualidade.

Receber o sangue doado representa a única forma de muitas pessoas continuarem vivendo, pois ainda não existe substituto para o sangue. É essencial que pessoas saudáveis façam da doação de sangue um ato voluntário e contínuo.

Homens podem fazer até quatro doações de sangue num período de 12 meses, e mulheres, três.

Porém, algumas condições são exigidas para a doação:

– Ter e estar com boa saúde

– Ter entre 16 e 69 anos de idade. Jovens com 16 e 17 anos só poderão doar se estiverem acompanhados do responsável legal. E pessoas com mais de 61 só podem doar se tiverem feito pelo menos uma doação até os 60 anos.

– Ter peso acima dos 50 quilos

– Não ter tido hepatite após os 11 anos de idade

– Não ter doença de Chagas

– Não ter sido exposto a situações de risco para doenças sexualmente-transmissíveis.

Interessados

Pessoas interessadas (que se encaixarem no perfil acima) podem procurar o setor responsável pela triagem de doadores no Hospital Municipal. Para obter mais informações, ligar 3677 5066, ramal 205.



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Empossado, Branquinho já iniciou o trabalho.

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